EMBU
Seminário de Lançamento - Agenda 21 Escolar -

INTEGRAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Educação Ambiental em área de Proteção aos Mananciais





    Sete Municípios de São Paulo se unem para discutir os Potenciais e os Desafios nas Áreas de Proteção aos Mananciais

    17/03/06

    As cidades de Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, São Lourenço, Juquitiba e Cotia, inseridas em áreas de proteção aos mananciais, e Taboão da Serra, se unem para discutir os potenciais e os desafios da região. O Seminário de Lançamento do Curso Agenda 21 Escolar – Educação Ambiental em Área de Proteção aos Mananciais, sediado em Embu, foi realizado no dia 11 de março e mobilizou o poder público, os educadores, a comunidade e os empresários da região. Estiveram presentes cerca de 150 pessoas, entre elas, o diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Marcos Sorrentino; o Coordenador do PROCAM (Programa de Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo), Pedro Roberto Jacobi e diversas autoridades da cidade de Embu, o vice-prefeito, Roberto Terassi; a presidenta da Câmara Municipal, Maria das Graças de Souza; a secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Rosemary Mendes de Matos; o secretário de Meio Ambiente, João Carlos P. Ramos; o presidente da Sociedade Ecológica Amigos de Embu (SEAE), Leandro Dolenc; a coordenadora pedagógica de Educação Ambiental da SEAE, Maria Isabel G. Correa Franco; além de diversos representantes das cidades vizinhas.


    Marcos Sorrentino, diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, salientou a importância da integração entre todos os municípios e do trabalho valioso da Agenda 21 Escolar de Embu realizado ano passado através de iniciativa da SEAE. Afirmou que “educação e meio ambiente não podem ser setores separados. Ao falarmos em Educação Ambiental, estamos falando de saneamento básico, de saúde, de transportes e de uma série de coisas relacionadas à qualidade de vida e a felicidade humana”.

    O Curso Agenda 21 Escolar – Educação Ambiental em Área de Proteção aos Mananciais tem como eixo a aprendizagem de processos educativos através da prática consciente e responsável do conceito de sustentabilidade, e do estabelecimento de agendas de ação construídas coletivamente. O curso pretende informar, esclarecer, divulgar e mobilizar os participantes para os princípios da Agenda 21 e a gestão compartilhada e cidadã dos recursos ambientais, culturais e sociais, com ênfase especial para os recursos hídricos. O projeto estará capacitando 200 educadores da rede estadual e municipal — 100 no primeiro semestre e 100 no segundo. A carga horária de cada módulo é de 64h.


    Maria Isabel, coordenadora pedagógica do projeto conta que a proposta é “romper os muros da escola, trazer a sociedade, a vida, para dentro da escola e também tirar a vida rica que se passa no cotidiano da escola, enfim fazer essa troca”. E complementa dizendo que “é preciso resgatar a emoção que a ciência perdeu, buscar uma nova educação que traga de volta o sonho, a afetividade, uma nova relação de poder, não de poder sobre o outro e o meio ambiente, mas uma educação formativa de um novo olhar sobre o mundo e o meio ambiente que consiga preparar as pessoas para usar o seu potencial humano para sonhar e viver bem”.

    O evento foi marcado pelas palestras do Prof. Dr. Pedro Jacobi que tratou a temática “Educação e Meio Ambiente – Transformação de Práticas e Fortalecimento da Cidadania Ambiental” e do secretário de Cidadania e Assistência Social de Embu das Artes, Francisco Brito, que falou sobre “A Participação Popular como Instrumento de Sustentabilidade”. No período da tarde, César Pegoraro, biólogo e educador ambiental SEAE/Fundação SOS Mata Atlântica, mostrou a importância do “Modelo Colaborativo nos Processos de Desenvolvimento Comunitário e Gerenciamento Ambiental”. Também fez parte do evento uma Dinâmica de Sensibilização, onde a Profª Silvana Pisani envolveu a todos em uma dança de roda com o objetivo de resgatar aspectos importantes da nossa cultura e sensibilizar para emoção, o lúdico e a afetividade que devem transversalizar os processos educativos em educação ambiental.


    No próximo dia 25 de março será realizada a primeira “Caminhada Diagnóstica” com visita monitorada à Represa Guarapiranga e a Estação de Tratamento de Água – ETA Alto da Boa Vista. Essa atividade já faz parte do diagnóstico participativo – uma das metodologias utilizadas pelo curso. O ponto de encontro é o Parque Francisco Rizzo em Embu, na rua Alberto Giosa, 300 – às 8h30. Outras informações podem ser obtidas na SEAE – fone: 4781.6837.


    ASSESSORIA DE IMPRENSA SEAE
    Indaia Emília
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