|
Consumidores de vários países estão dispostos a pagar mais por um computador que contenha menos substâncias tóxicas, uma pesquisa revelou. | ||||||
|
| ||||||
A divulgação da pesquisa, feita pelo instituto Ipsos-Mori para o grupo ambientalista Greenpeace, coincide com um anúncio , pelo fabricante de computadores Dell, de que vai parar de usar alguns produtos tóxicos em seus PCs. O estudo, feito em nove países, revelou que usuários de PCs na China estariam dispostos a gastar até US$ 197 (o equivalente a cerca de R$ 438) a mais por um computador mais ecológico. Na Grã-Bretanha, esse valor cai para US$ 117. No Brasil, mil pessoas foram entrevistadas. Destas, apenas 8% possuíam computadores. O estudo concluiu, no entanto, que os brasileiros, usuários ou não usuários, estariam preparados para pagar até US$ 78 extra por um computador mais ecológico. Custo ambiental Um relatório publicado pela Universidade da ONU em 2004 disse que para se fabricar um PC comum utiliza-se o equivalente a dez vezes o peso da máquina em produtos químicos e combustíveis. O mesmo relatório revelou ainda que a vida curta dos computadores estava gerando montanhas de lixo tóxico, principalmente em países como a Índia e a China. O problema dos computadores velhos está crescendo no mundo. Apenas nos Estados Unidos, 30 milhões de PCs são jogados fora todos os anos. Cerca de 70% dos metais pesados, como chumbo e mercúrio, encontrados em depósitos de lixo, vêm de computadores. A porta-voz do Greenpeace, Zeina al Hajj, disse que "os consumidores não apenas querem computadores mais ecológicos, mas estão dispostos a pagar mais por eles". "A decisão do (fabricante) Dell de remover (dos aparelhos) substâncias químicas danosas reflete uma mudança na indústria eletrônica na direção certa", acrescentou. Há muito tempo, o Greenpeace vem fazendo campanha para que a indústria da informática adote métodos de produção mais favoráveis ao meio ambiente. O fabricante Dell disse que até 2009 pretende deixar de usar retardadores de chama bromados e cloreto de polivinila (PVC) nos seus produtos. Outras empresas, entre elas a Hewlett Packard, Nokia, Samsung e Sony Ericsson, também se comprometeram a deixar de usar substâncias químicas tóxicas em seus produtos em um futuro próximo. | ||||||