PREFEITO DE EMBU APROVA LEI

PRESERVANDO O CORAÇÃO VERDE DA CIDADE






20/04/2006

    O Prefeito da Estância Turística de Embu, Geraldo Leite da Cruz, corrige o Plano Diretor da cidade e sanciona a Lei Complementar 84, de 07 de abril de 2006, que elimina o Corredor Empresarial na Rua Maria José Ferraz Prado, em Itatuba. O movimento de preservação do “coração verde de Embu” ganhou força ao longo dos últimos meses culminando com o laudo emitido pelo Instituto Florestal no início de março. O trabalho de campo e a avaliação emitida pelo Instituto Florestal foram instrumentos importantes para a decisão do Poder Executivo e também do Legislativo que aprovou em caráter de urgência o Projeto de Lei.
    A região de Itatuba está localizada a menos de 10 km da Reserva Florestal do Morro Grande, apresenta importantes fragmentos de Mata Atlântica e é considerada zona tampão onde as atividades econômicas devem se adequar de forma a otimizar a preservação dos ecossistemas. O Instituto Florestal encontrou 202 espécies vegetais nativas, sendo que sete estão na categoria de ameaçadas, e uma é considerada endêmica da região. Vale destacar que estas espécies não foram encontradas apenas nas florestas secundárias em estágio intermediário e avançado de conservação, mas também foram registradas nos fragmentos em fase inicial. Com relação à fauna foram identificadas duas espécies ameaçadas de extinção no Estado de São Paulo (Decreto Estadual Nº 42.838): o Sagüi-da-serra-escuro, Callithrix aurita, considerado em perigo, e o Gavião-pega-macaco, Spizaetus tyrannus, na categoria vulnerável. Além disso foi comprovada, por relatos e fotos, a presença de outros animais que também estão na lista de espécies ameaçadas no estado, como a Araponga, Procnias nudicollis, o Pavão-do-Mato, Pyroderus scutatus, além do macaco Bugio, Alouatta Guariba (Alouatta Fusca). Assim, segundo o Instituto Florestal, “ficou evidente que se trata de paisagem relevante para a proteção da fauna e que merece ser conservada”.
    Os recursos hídricos da região também foram avaliados pelo Instituto Florestal afirmando que “o corte raso e o aterramento da área em análise e a conseqüente construção e operação de empreendimentos industriais e comerciais podem comprometer as nascentes e os pequenos córregos que cortam toda a área, desfigurando toda a estrutura da paisagem ora existente e com impactos adversos sinergéticos de difícil mensuração no tempo presente”.
    Leandro D. Dolenc, Presidente da Sociedade Ecológica Amigos de Embu, que esteve presente durante todo o movimento a favor da preservação do "coração verde de Embu", conta que a mobilização popular, as parcerias e a integração entre os diversos setores da sociedade foram fundamentais para a aprovação da Lei revogando o Corredor Empresarial em Itatuba e complementa dizendo que foi uma grande conquista, não só para o município de Embu, mas para a cidade de São Paulo, onde as áreas verdes diminuem a cada ano!

    Indaia Emília Schuler Pelosini
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